sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Mais um momento, mais um dia, mais uma etapa, mais uma força. Um pôr-do-sol interminável, um luar inesgotável, uma história inacabada. Que rasga o escuro, que penetra o solo e perfura o céu. Que impõe a sua influência; manifesta-se, mantém-se viva. Surge, acontece, sente-se.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Casa Das Arepas

Conhecem o blogue da Inês? Se não conhecem, deviam conhecer. Ela faz críticas espectaculares sobre as suas experimentações gastronómicas em restaurantes, pela zona do Porto. E, foi através de uma dessas opiniões que decidi ir à Casa Das Arepas. Há três semanas, li o texto sobre a sua prova e fiquei cheia de vontade de experimentar. No Sábado, eu e o meu namorado/noivo fomos lá jantar. A minha curiosidade por conhecer a culinária de outros países é enorme. Neste caso, a Venezuela já me transmitia um certo interesse porque tenho um primo que é casado com uma mulher originária do país. Resolvemos provar os tequeños; rolinhos de massa folhada recheados com queijo mozzarella; e ficamos deliciados. Em seguida, passamos ao tópico principal da nossa ida, o Bruno escolheu uma arepa típica, a Bolívar, composta por feijão preto, bacon e mozzarella. Eu optei pela San Cristóbal, adaptada aos nossos pratos, constituída por leitão assado à bairrada, molho de leitão e cebola crocante. Adorámos. O pão é formidável; feito com milho moído ou farinha de milho e pode ser frito ou assado. A sobremesa já tinha "evaporado"; não pudemos degustar. Tínhamos lido que, quem fosse adepto das redes sociais e publicasse uma fotografia da sua refeição, tinha direito a um café gratuito mas, no final, nós não tivemos a mesma sorte. De qualquer forma, foi uma experiência muito positiva. Gostámos muito dos sabores e o preço esteve dentro do agradável.


Casa Das Arepas - Rua Da Picaria, Nº. 25 - Porto
Casa das Arepas Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Se existe alguma coisa que me "esqueço" de contar às pessoas é que tenho uma fobia. Talvez por ter algum receio de expor algo deste género sobre mim. A agorafobia é uma espécie de ataque de pânico. É o medo de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão. É uma ansiedade, uma crise súbita. No meu caso específico, os principais sintomas são a aceleração cardíaca, a sensação de sufoco, os suores, as tonturas e a sensação de irrealidade. Em situações extremas, posso ficar com a visão turva e desmaiar. Já aconteceu; numa festa, num funeral. Já me senti mal numa discoteca, num bar, numa fila com muitas pessoas. Depois disso, decidi consultar a minha médica de família e completei um tratamento de seis meses. Agora, sempre que posso, tento evitar esses locais. Ah, e ando com o Victan® na mala, claro.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

La La Land

Finalmente, fui ver o La La Land. Já tinha lido imensas publicações sobre o tema e estava, extremamente, curiosa. Para mim, é um filme encantador. Uma obra com uma moral diferente dos filmes habituais em que o "foram felizes para sempre" ou a simples e pura tragédia está sempre presente. É algo autêntico, que pode acontecer na vida real. "Tu segues o teu sonho, eu sigo o meu, mas não podemos ter tudo." Uma composição que nos dá vontade de criar algo especial, de fazer arte, de escrever mais e melhor, de desenhar, de sonhar. Como é lógico, nota-se que foi muito trabalhoso. As músicas, as letras, as coreografias, o jazz puro e a captura da sua essência. A conjugação de todos estes elementos é perfeita. Já para não falar que, o papel do John Legend dá aquele toque moderno mas com qualidade. Penso que os actores principais também foram muito bem escolhidos. A Emma Stone é muito expressiva e o Ryan Gosling tem uma postura única. [Não é qualquer um que cozinha ou toca piano com uma mão no bolso, com a mesma categoria do que ele, não é verdade?] Em resumo, a melodia de amor transpareceu com grande mestria. E quanto a vocês, já viram? O que acharam? Quem não viu?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Eu já escrevi mas depois percebi, que as palavras fugiram e os argumentos jamais surgiram. A vontade sempre persistiu, no entanto, a mente omitiu. Não pretendo desistir, por isso, estou a admitir. Com esta pequena brincadeira, arrisco. Para saber se vale a pena o rabisco. Estou a experimentar o pensamento, materializando o chamamento. Se fui feliz, não sei. A verdade é que tentei. Vou procurar continuar, a fim de não voltar a enferrujar.