terça-feira, 4 de abril de 2017

Na minha mente, vislumbro um caderno preto; de argolas largas. Na primeira página, tento descodificar um texto sem sentido. Cada palavra desencontra a conexão no vocábulo seguinte. Todas as frases parecem afastar-se umas das outras, todas as letras se desunem e a folha mantém-se em branco. Deixo-o cair num chão vazio e anónimo. Os limites não existem, a imensidão assusta mas não o deixo desaparecer. Agarro-o. Quando abro a capa, todos os traços foram repostos; voltaram ao seu lugar. O que leio transparece uma bela aventura; uma vida.